ESTÁ MAIS PREOCUPADO COM O FIM DO MÊS OU COM O FIM DO MUNDO?!?



Bem-estar Organizacional


Geralmente, as pessoas usam uma mesma lógica nas suas respostas a esta questão, fazendo aquilo a que chamo fugir para a frente, partindo de um emaranhado de soluções para não responder a coisa nenhuma. Perante a perversidade de tal pergunta isto parece-me perfeitamente aceitável.


Especialmente em contexto de crise, a resposta é, geralmente, estou mais preocupado com o fim do mês. Visto assim friamente este é um posicionamento compreensível. Mas se eu reverter a questão, perguntando, de que servirá o fim do mês se já não houver mundo? a situação altera-se. Pela simples inversão da questão já estaremos a mudar o resultado.


As pessoas brincam muito comigo por causa desta pergunta, coloco-a eu há alguns anos. Esta é uma questão que me persegue, pelo menos, desde 2010.


A maioria acha estranho que eu tenha uma solução para tamanha empreitada. Será possível? Depois, o facto de eu ser português parece ser eliminatório para tão grande tarefa.


Pois é, desenganem-se os mais pessimistas, este planeta existe, ao que se acredita, há mais de 4 mil milhões de anos e, para alguns, esteve sempre em crise. Não creio que o planeta possa acabar de um dia para o outro. Aliás, por brincadeira, costumo dizer que o fim do planeta estará próximo quando uma das cadeias de televisão global comprar os direitos de transmissão do maior espetáculo de todos os tempos: o fim do mundo.


Continua mais preocupado com o fim do mês?


Mas que raios será o fim do mundo? As pessoas tendem a afirmar, o fim do mundo será quando eu morrer. Entretanto tenho que pagar as contas... É certo, as pessoas morrem e devem pagar as contas em vida, mas, isso será o “fim do mundo” daquelas pessoas. Não será o fim do mundo para os nossos filhos, os nossos amigos, os nossos vizinhos... Isso não é coisa que aconteça a todos ao mesmo tempo.


Para mim, o fim do mundo será alhearmo-nos da nossa maior responsabilidade, deixando aos nossos filhos um mundo pior que aquele que recebemos dos nossos pais. A nossa responsabilidade é para com a memória, para com a História... Não se esqueça: a evolução da consciência resulta de um esforço comum, é de todos. Mas, a transformação, a mudança, é individual. Só deste modo demonstraremos estar preocupados com aquilo a que chamamos mundo.


Nós, todos os seres vivos, somos herdeiros cósmicos, usufrutuários, do planeta Terra. Perante tal responsabilidade, ter as contas todas pagas, será suficiente para morrer descansado?! Por isso, torna-se fundamental este enfrentar da morte com os olhos bem abertos, esta espécie de morrer de véspera que só as questões certas permitem.

Mudar de método: o Kaizen


Como tomar decisões que tudo mudam? De forma prática, proponho que, para aliviar o peso de tais decisões, se mude o método de análise. Então, eu sei que para suprimir a resistência do cérebro deverei ir por pequenos passos, o mesmo se quiser deixar um mundo melhor para todos, escolhendo começar por resolver os pequenos problemas. Note-se que, por norma, estes são os passos que dependem só de cada um de nós.


Existe um processo de mudança com mais de 500 anos, chamado Kaizen. Este coloca de volta nas nossas mãos a responsabilidade de “salvar” o mundo do seu desaparecimento. Como? Começando por fazer as pequenas mudanças. As grandes, as mais importantes, virão depois e, garanto-lhe, com outro ânimo. E se tudo tem consequências, iremos ser julgados pelos nossos filhos mais por aquilo que não fizemos do que pelo que fizemos.


Teremos que mudar de perspetiva para entender o que é de facto essencial nesta nossa viagem. Conhece coisa mais simples que dar a volta ao mundo a pé? Pois é, só depende do primeiro passo... Muitos entre nós já começaram, só não se deram conta disso, ainda.


Continuação de boa viagem!

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